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A sua história até ao séc. XIX não é muito clara, e os dados que se possuem são escassos.

No início do Século XIX António da Fonseca Benevides analisa as águas de Sangemil e compara-as as águas do Gerês às de Sangemil.

São ainda mencionadas por Vale (1845), Leal (1873), Almeida (1866), Baptista e Félix (1877), que nos conta que são muitas as nascentes, sendo três as principais. Lopes (1892) escreve das nascentes que brotam no areal do rio Dão “…cujas águas correm para um grande poço não resguardado, de onde livremente se podem tirar. Não são aproveitadas em estabelecimento balnear, mas em todas as casas particulares destinadas aos numerosos doentes que, as estas termas concorrem há banheiras e tinas, que são cheias com água trazida, em cântaros, por mulheres.”


Silva (1894) escreveu: “Ignora-se em que época começou a fazer-se uso terapêutico destas águas e nem mesmo há quem se lembre do tempo em que foi construído o tosco tanque de pedra que lá existe ainda…o tanque de que falei, que está completamente abandonado hoje. A água para usos médicos continua, porém, a ser apanhada em um poço, todos os anos, aberto na areia, entre os tanques e a corrente do rio, porque todos os Invernos é areado pelas enchentes do Dão, que lhe passa mesmo encostado”. No início da década de “40” do seculo XX, a situação era idêntica, segundo Acciaiuoli (1944), que acrescenta “Ao ser concedido novo Alvará foram impostas obrigações. A morte súbita, por desastre, do concessionário, veio adiar a execução das obras projectadas”.

O concessionário falecido era o médico Fernando Figueiredo, que em 1929 tinha obtido o Alvará de exploração, que o obrigava, numa primeira fase, a elaborar a planta topográfica e hidro-geológica da região e o projecto de captação das nascentes, e procedendo posteriormente à construção do estabelecimento termal.

Por Alvará de transmissão de 27 de Julho de 1946, o concessionário passou a ser a empresa Águas de S.Gemil, Lda. Mas também esta empresa não conseguiu realizar o velho projecto do estabelecimento termal, e que seria concretizado a partir de 1992, sendo então concessionária a Câmara Municipal de Tondela que o mandou construir.

BIBLIOGRAFIA
Acciaiuoli: 1936; 1937; 1940; 1941; 1942; 1944; 1947;1948a; 1948b; 1949-50; Benevides 1807-08, Baptista 1933, Félix 1877, Leal, Pinho 1875-80, Silva 1895, Silva 1908,Vale 1845

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